E nós com isso?!?!

Fulano, eu vou ao banheiro! Gritou para seu chefe a auxiliar de caixa daquele supermercado. Eu estava próximo, no final da fila do “caixa rápido”, por sinal, extensa. A moça passou por nós e eu quase lhe disse: olha, tem gente aqui atrás na fila que não escutou. Você quer que eu retransmita pra eles?! Pena que ela não falou o que iria fazer, pois a informação seria mais completa.

Pois é, qual o interesse do cliente saber que o atendente vai ao banheiro? Ou da situação do romance de alguém que fica trocando confidências com o (a) colega enquanto atende você? Ou da revolta com o patrão por algum motivo? No instante do atendimento, também conhecido como “momento da verdade”, o cliente deve receber toda a atenção de quem o atende. Deixe os assuntos particulares pra depois.

E avisar em voz alta que vai o banheiro! Essa é demais… No caso acima, como já mencionei, a fila estava tão grande que ainda deu tempo de ver a moça voltar. Temi que alguém perguntasse: e aí, como foi? E que ela respondesse (como costumava dizer um querido ex-colega, já falecido): até que pelo esforço não rendeu tanto…

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Qualidade (ou a falta que ela faz) na informação

Por considerá-lo (surpreendentemente!) atual, republico texto divulgado em 04 de novembro de 2005 (sim, 2005, não é engano) no jornal Ótimo, de Canoinhas e no site http://www.observadordaqualidade.com.br 

Quantidade não é sinônimo de qualidade – A abundância de informações que a internet oferece é algo realmente espantoso. Tudo o que você quiser está lá. No entanto, é preciso muito cuidado com as origens das informações. Além dos vírus de computador, tem muita bobagem circulando. Já se dizia que o papel aceita tudo. A internet também aceita. A revista VEJA já abordou este assunto na edição de 9 de julho de 2003, alertando para o fato de que “nem tudo que chega pelo e-mail é autêntico”.  Na matéria, a revista cita os autores mais constantemente “falsificados” na rede: Arnaldo Jabor, Luis Fernando Veríssimo, Pablo Neruda, Clarice Lispector, Mário Prata, Artur da Távola, Gabriel Garcia Marquez.

Volta e meia me mandam textos “assinados” por pessoas famosas. Uma vez recebi um que seria de autoria do jornalista Franklin Martins, com um teor que esculhambava o deputado Jutahy Magalhães, hoje no PSDB da Bahia. O título era “VERGONHA NACIONAL”, e trazia o subtítulo “Já que o Franklin não pode falar na Globo, vamos dar uma chance a ele  pela net… “ Achei meio estranho e resolvi checar mais a fundo. Por intermédio do site oficial da Rede Globo (www.globo.com), remeti uma mensagem ao jornalista Franklin Martins, com o texto anexo, pedindo que ele confirmasse se o escrito era realmente seu. Para minha imensa surpresa, no mesmo dia, ele respondeu: “Zeno, agradeço a consulta, mas o texto não é de minha autoria. Circula na Internet há quase três anos, indo e voltando ao sabor das ondas da política baiana. Depois das eleições de 2002, ganhou massa crítica e vida própria. É uma praga… Abraço, Franklin”.

Portanto (principalmente você que descobriu a web agora), abra o olho antes de repassar as mensagens que recebe pela internet, mesmo aquelas que lhe são agradáveis. Você pode, além de passar por bobo, estar ajudando a disseminar essa “praga” a que se referiu Franklin Martins.

Saúde para todos…

Há alguns dias, peguei uma gripe danada, daquelas que lhe deixam de cama, com febre. Precisei até ir ao médico. Munido apenas de um estetoscópio, um termômetro e um medidor de pressão arterial, o doutor fez o diagnóstico, receitou um remedinho (que pude comprar) e, em pouco dias eu estava novinho em folha.

Como eu gostaria que todos os brasileiros, em qualquer lugar do país, pudessem ter atendimento semelhante…

Por isso, quando forem às ruas protestar contra as más condições do sistema de saúde brasileiro, tão mal equipado, por favor, me chamem! Quero estar na linha de frente das passeatas!

Mas, enquanto isso, deixem vir os médicos estrangeiros…

O bagaço da laranja

Juliano Breda, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Paraná, afirmou em maio passado, que o ministro Joaquim Barbosa, terminado o julgamento do mensalão, será destruído pela grande mídia brasileira. Parece que tinha razão.

Só se enganou no timing, pois já começou o processo. Aqui e ali, começaram a pipocar notícias que denigrem a imagem do presidente do STF, como as viagens de avião à custa do erário e o emprego do filho na TV Globo.

E por quê a mídia vai fazer isso, depois de tê-lo transformado em herói nacional? Porque ele é ingovernável. Não é dócil às teses da mídia oligopolizada, de pensamento único, como foram seus antecessores, com destaque para os ministros Ayres Britto e Gilmar Mendes.

Joaquim Barbosa já mandou um repórter do Estadão “chafurdar no lixo onde vive”. E deu declarações à imprensa estrangeira dizendo que a mídia brasileira não tem diversidade.

Parece que, em breve, teremos mais viúvas e órfãos…

À moda dos camundongos

Para quem quer saber se a Dilma está forte ou não, convém ficar de olho no José Sarney. O político maranhense apoiou praticamente todos os governos nos últimos 50 anos.  E pulou fora justamente quando os governantes ficaram fracos. Assim foi com o regime militar e com o Fernando Henrique, por exemplo. Não participou do breve período Collor. Talvez exatamente por isso, porque foi breve. Ou ainda, o governo Collor foi breve exatamente por isto: não contou com o apoio do Sarney. Que se move nas sombras…

Então, se ele começar a chamar a Dilma de presidente, em vez de presidenta, aí danou-se…