Qualidade (ou a falta que ela faz) na informação

Por considerá-lo (surpreendentemente!) atual, republico texto divulgado em 04 de novembro de 2005 (sim, 2005, não é engano) no jornal Ótimo, de Canoinhas e no site http://www.observadordaqualidade.com.br 

Quantidade não é sinônimo de qualidade – A abundância de informações que a internet oferece é algo realmente espantoso. Tudo o que você quiser está lá. No entanto, é preciso muito cuidado com as origens das informações. Além dos vírus de computador, tem muita bobagem circulando. Já se dizia que o papel aceita tudo. A internet também aceita. A revista VEJA já abordou este assunto na edição de 9 de julho de 2003, alertando para o fato de que “nem tudo que chega pelo e-mail é autêntico”.  Na matéria, a revista cita os autores mais constantemente “falsificados” na rede: Arnaldo Jabor, Luis Fernando Veríssimo, Pablo Neruda, Clarice Lispector, Mário Prata, Artur da Távola, Gabriel Garcia Marquez.

Volta e meia me mandam textos “assinados” por pessoas famosas. Uma vez recebi um que seria de autoria do jornalista Franklin Martins, com um teor que esculhambava o deputado Jutahy Magalhães, hoje no PSDB da Bahia. O título era “VERGONHA NACIONAL”, e trazia o subtítulo “Já que o Franklin não pode falar na Globo, vamos dar uma chance a ele  pela net… “ Achei meio estranho e resolvi checar mais a fundo. Por intermédio do site oficial da Rede Globo (www.globo.com), remeti uma mensagem ao jornalista Franklin Martins, com o texto anexo, pedindo que ele confirmasse se o escrito era realmente seu. Para minha imensa surpresa, no mesmo dia, ele respondeu: “Zeno, agradeço a consulta, mas o texto não é de minha autoria. Circula na Internet há quase três anos, indo e voltando ao sabor das ondas da política baiana. Depois das eleições de 2002, ganhou massa crítica e vida própria. É uma praga… Abraço, Franklin”.

Portanto (principalmente você que descobriu a web agora), abra o olho antes de repassar as mensagens que recebe pela internet, mesmo aquelas que lhe são agradáveis. Você pode, além de passar por bobo, estar ajudando a disseminar essa “praga” a que se referiu Franklin Martins.

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