Saúde para todos…

Há alguns dias, peguei uma gripe danada, daquelas que lhe deixam de cama, com febre. Precisei até ir ao médico. Munido apenas de um estetoscópio, um termômetro e um medidor de pressão arterial, o doutor fez o diagnóstico, receitou um remedinho (que pude comprar) e, em pouco dias eu estava novinho em folha.

Como eu gostaria que todos os brasileiros, em qualquer lugar do país, pudessem ter atendimento semelhante…

Por isso, quando forem às ruas protestar contra as más condições do sistema de saúde brasileiro, tão mal equipado, por favor, me chamem! Quero estar na linha de frente das passeatas!

Mas, enquanto isso, deixem vir os médicos estrangeiros…

Anúncios

O bagaço da laranja

Juliano Breda, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Paraná, afirmou em maio passado, que o ministro Joaquim Barbosa, terminado o julgamento do mensalão, será destruído pela grande mídia brasileira. Parece que tinha razão.

Só se enganou no timing, pois já começou o processo. Aqui e ali, começaram a pipocar notícias que denigrem a imagem do presidente do STF, como as viagens de avião à custa do erário e o emprego do filho na TV Globo.

E por quê a mídia vai fazer isso, depois de tê-lo transformado em herói nacional? Porque ele é ingovernável. Não é dócil às teses da mídia oligopolizada, de pensamento único, como foram seus antecessores, com destaque para os ministros Ayres Britto e Gilmar Mendes.

Joaquim Barbosa já mandou um repórter do Estadão “chafurdar no lixo onde vive”. E deu declarações à imprensa estrangeira dizendo que a mídia brasileira não tem diversidade.

Parece que, em breve, teremos mais viúvas e órfãos…

À moda dos camundongos

Para quem quer saber se a Dilma está forte ou não, convém ficar de olho no José Sarney. O político maranhense apoiou praticamente todos os governos nos últimos 50 anos.  E pulou fora justamente quando os governantes ficaram fracos. Assim foi com o regime militar e com o Fernando Henrique, por exemplo. Não participou do breve período Collor. Talvez exatamente por isso, porque foi breve. Ou ainda, o governo Collor foi breve exatamente por isto: não contou com o apoio do Sarney. Que se move nas sombras…

Então, se ele começar a chamar a Dilma de presidente, em vez de presidenta, aí danou-se…